Governo acha irreal piso de R$ 19.626 pedido pelos médicos
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Secretário-chefe da Casa Civil, Anselmo Carvalho |
Em entrevista ao Diário de Natal, o secretário-chefe da Casa Civil, Anselmo Carvalho, admitiu que ainda não há expectativa de prazo para o pagamento dos PCCS's dos servidores estaduais, aprovados por unanimidade pela Assembleia Legislativa (AL) em 2010. "Como não podemos aumentar os gastos com a folha de pessoal, não temos como conceder os aumentos previstos nos planos. Em curto prazo, não existe nem expectativa para quando poderemos fazê-lo. O atual governo encontrou o Estado com gasto de mais de 49% com pessoal. Já conseguiu reduzir. Tomará medidas para diminuir ainda mais", prometeu.
Questionado sobre quais medidas serão tomadas para tirar o Estado desta situação, Carvalho disse que o governo pretende investir em providências para aumentar a receita. "Reduzir o gasto com pessoal é praticamente impossível. A maioria das questões que envolvem os servidores são previstas em lei. O que o governo vai fazer é não permitir que a folha aumente e trabalhar pelo aumento da arrecadação. Medidas neste sentido já estão sendo tomadas, como a revogação de incentivos fiscais e o aumento da fiscalização. Já tivemos uma resposta positiva com o crescimento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), mas precisamos de mais", analisou.
Anselmo descartou a possibilidade de o governo extinguir cargos comissionados ou reduzir sua remuneração, como fizeram os governadores de outros estados. Segundo ele, essa medida seria prejudicial à máquina pública e teria pouco impacto na folha de pagamento. "Desde que assumiu o governo, Rosalba decidiu não preencher todos os cargos comissionados. Vamos continuar sem preencher. O governo vai funcionar com a estrutura que tem hoje. Quanto à remuneração, os salários dos comissionados já são baixos, se comparados aos de outros poderes como os do Tribunal de Justiça e do Ministério Público. Então, não haverá redução", garantiu.
Carvalho também comentou a reivindicação dos médicos da rede estadual de saúde, que não descartam a possibilidade de paralisação, caso as melhorias nas condições de trabalho e reajustes salariais não sejam atendidos. A categoria busca a implantação do piso nacional de R$ 19.626,00, além da criação de gratificação de plantonistas e da incorporação de gratificação por atividade médica em hospital para cerca de 200 profissionais (municipalizados, aposentados e de ambulatórios) que ficaram de fora do benefício, implantado entre junho e dezembro do ano passado.
"Não conheço essa demanda dos médicos. Mas, um piso de R$ 19 mil é fora da realidade do país", finalizou o secretário.
Fonte: Allan Darlyson, especial para o Diário de Natal
Via dnonline
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