140 dias sem água
Único manancial do município de Luís Gomes secou totalmente, após pior seca dos últimos 20 anos no local
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O município de Luís Gomes, a 450 quilômetros de Natal, vivencia uma verdadeira situação de calamidade pública: o açude Dona Lulu Pinto, único manancial responsável pelo abastecimento do município, através da rede da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern), secou totalmente, e Luís Gomes já contabiliza 140 dias de falta de água na cidade. O município vem enfrentando a maior seca já vista nos últimos 20 anos, provocada pela estiagem e pelas poucas chuvas que chegaram à região em 2011.
De acordo com o vereador Firmino Nunes, irmão do prefeito Francisco Nunes, nos últimos três meses choveu pouco no município, e a água da chuva não foi suficiente para manter o açude, que fica a cinco quilômetros do centro da cidade. Luís Gomes, que tem 9.610 habitantes, segundo dados do IBGE, está sendo abastecida desde então por meio de carros-pipa.
São quatro carros-pipa, com capacidade para 8,5 mil litros de água, fornecidos pela Caern, sete da iniciativa das Forças Armadas e mais cinco alugados pela Prefeitura de Luís Gomes. No total, 16 carros-pipa fazem quatro viagens, cada um, para abastecer diariamente os 18 reservatórios de água com capacidade de 10 mil litros cada, que distribuem a água para toda a população. "Eles precisam vir até aos postos de abastecimento e adquirir a sua água. A população está sendo devidamente abastecida de forma gratuita", contou o vereador Firmino. A água trazida para Luís Gomes nos caminhões-pipa é captada no município de Rafael Fernandes, a 40 quilômetros de distância.
A falta de abastecimento de água em Luís Gomes levou o Ministério Público Estadual a elaborar uma ação civil pública com pedido de tutela antecipada quando completou 100 dias sem água nas torneiras do município. O MP deu o prazo de seis meses para que a Caern resolva o problema em definitivo "permitindo a retomada, de forma contínua e ininterrupta, do fornecimento de água tratada encanada nas torneiras das residências".
Em contato com a Caern, por telefone, a companhia informou que a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) e a distribuidora reconhecem o problema da falta de água em Luís Gomes, mas atribuem o problema à estiagem, que acabou secando o açude Lulu Pinto. A Caern destacou ainda que "espera que as chuvas previstas para este ano abasteçam o açude com o volume de água suficiente para que o produto volte às torneiras das casas."
A assessoria de comunicação realça que a distribuição da água está sendo feita de forma gratuita para toda a população e que a cobrança do consumo de água foi interrompida até que o problema da falta de água seja resolvido. "A distribuição através dos reservatórios é de caráter emergencial e está sendo feita de forma gratuita".
Enquanto a retomada das obras do sistema adutor Alto Oeste não é reiniciada, uma vez que foi paralisada por falta de recursos, a Semarh pretende instalar seis poços para abastecerem a população enquanto a primeira situação não é resolvida A Semarh informou ainda que outra ação será o desassoreamento do açude para que seja aumentada a capacidade de armazenamento de água.
De acordo com o vereador Firmino Nunes, irmão do prefeito Francisco Nunes, nos últimos três meses choveu pouco no município, e a água da chuva não foi suficiente para manter o açude, que fica a cinco quilômetros do centro da cidade. Luís Gomes, que tem 9.610 habitantes, segundo dados do IBGE, está sendo abastecida desde então por meio de carros-pipa.
São quatro carros-pipa, com capacidade para 8,5 mil litros de água, fornecidos pela Caern, sete da iniciativa das Forças Armadas e mais cinco alugados pela Prefeitura de Luís Gomes. No total, 16 carros-pipa fazem quatro viagens, cada um, para abastecer diariamente os 18 reservatórios de água com capacidade de 10 mil litros cada, que distribuem a água para toda a população. "Eles precisam vir até aos postos de abastecimento e adquirir a sua água. A população está sendo devidamente abastecida de forma gratuita", contou o vereador Firmino. A água trazida para Luís Gomes nos caminhões-pipa é captada no município de Rafael Fernandes, a 40 quilômetros de distância.
A falta de abastecimento de água em Luís Gomes levou o Ministério Público Estadual a elaborar uma ação civil pública com pedido de tutela antecipada quando completou 100 dias sem água nas torneiras do município. O MP deu o prazo de seis meses para que a Caern resolva o problema em definitivo "permitindo a retomada, de forma contínua e ininterrupta, do fornecimento de água tratada encanada nas torneiras das residências".
Em contato com a Caern, por telefone, a companhia informou que a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) e a distribuidora reconhecem o problema da falta de água em Luís Gomes, mas atribuem o problema à estiagem, que acabou secando o açude Lulu Pinto. A Caern destacou ainda que "espera que as chuvas previstas para este ano abasteçam o açude com o volume de água suficiente para que o produto volte às torneiras das casas."
A assessoria de comunicação realça que a distribuição da água está sendo feita de forma gratuita para toda a população e que a cobrança do consumo de água foi interrompida até que o problema da falta de água seja resolvido. "A distribuição através dos reservatórios é de caráter emergencial e está sendo feita de forma gratuita".
Enquanto a retomada das obras do sistema adutor Alto Oeste não é reiniciada, uma vez que foi paralisada por falta de recursos, a Semarh pretende instalar seis poços para abastecerem a população enquanto a primeira situação não é resolvida A Semarh informou ainda que outra ação será o desassoreamento do açude para que seja aumentada a capacidade de armazenamento de água.
Alex Costa
alexcosta.rn@dabr.com.br
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