
"O secretário nos mandou um informe, abrindo as negociações e sinalizando que atenderá em parte, as reivindicações da classe", disse. As revindicações são: incorporação da gratificação de alta complexidade, no valor de R$ 2.200,00 no salário de todos os médicos da ativa e aposentados; a extinção da produtividade e criação de uma gratificação de atividade médica no valor de R$ 3 mil; e a implantação do piso nacional, que é de R$ 19.644,00.
A proposta, esclarece Geraldo Ferreira, é de que esse piso seja implantado de forma gradual, até 2015. De imediato, o Sinmed pede aumento de 32% para chegar a 70% do piso nacional, ou seja, R$ 13.750,00. Os médicos querem que o governo defina um cronograma de implantação ao longo próximos três anos, de forma que em 2013, alcancem 80% do piso nacional; em 2014, 90% e em 2015, 100%. O Estado tem 1.900 médicos, entre plantonistas, municipalizados e clínicos.
Em Brasília, o titular da Saúde, Domício Arruda confirmou que a gratificação de R$ 2.200,00 será estendida a todos os médicos da ativa, com implementação já na folha de março. Os médicos municipalizados, que atuam em ambulatórios e os aposentados, cerca de 500, não são beneficiados. Quanto aos aposentados o secretário alegou que será necessária uma apreciação jurídica, tendo em vista que a folha é paga pelo Instituto de Previdência do Estado (Ipern).
O presidente do Sinmed não vê necessidade de análise, tendo em vista que a Lei 333/2006 garante paridade entre ativos e inativos. Em relação à implantação do piso, Arruda informou que a secretaria vai iniciar estudos de impacto financeiro para embasar a negociação. "De imediato, não há como implantar", afirmou o secretário. Segundo Arruda, os estudos devem estar concluídos entre 15 e 20 dias. A próxima assembleia dos médicos está marcada para o dia 27 de março.
Fonte: Tribuna do Norte
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