segunda-feira, 22 de setembro de 2014

CASO PETROBRAS

Juiz federal nega acesso aos depoimentos prestados de diretor da Petrobras

Pedidos rejeitados foram encaminhados pela Controladoria Geral da União e pela CPMI da Petrobras
                       
                    Foto: Divulgação
Ex-diretor da Petrobras silencia na CPMI
que investiga irregularidades na estatal. 
O juiz federal responsável pelas ações resultantes da Operação Lava Jato, Sérgio Moro rejeitou nesta segunda-feira (22) o acesso aos depoimentos prestados pelo ex-diretor de abastecimento e refino da Petrobras Paulo Roberto Costa. Os pedidos foram encaminhados pela Controladoria Geral da União (CGU) e pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras.

No despacho, Moro explica que, como os depoimentos concedidos sob o regime de delação premiada ainda não foram homologados pela justiça, fica impedido o compartilhamento de informações neste primeiro momento.

“Reconheço o papel relevante da CGU e das CPIs na investigação criminal e no controle da Administração Pública, bem como o auxílio que a Petrobras S/A tem prestado, até o momento, para investigação e instrução dos processos neste feito, bem como o interesse legítimo das três em obter cópia dos supostos depoimentos prestados por Paulo Roberto Costa. Entretanto, o momento atual, quando o suposto acordo e os eventuais depoimentos colhidos sequer foram submetidos ao Juízo, para homologação judicial, não permite o compartilhamento, sem prejuízo de que isso ocorra no futuro”.

Nesta terça-feira, parlamentares ligados à CPMI, que tentaram sem sucesso colher o depoimento de Paulo Roberto Costa na semana passada, se reúnem com ministros do Supremo Tribunal Federal e com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na tentativa de sensibilizar esses órgãos a agilizar o acesso às denúncias de Paulo Roberto Costa.

Fonte: IG

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CONTINUA A GREVE NA SAÚDE DE MOSSORÓ/RN

Em assembleia, servidores municipais da saúde decidem manter greve

Por unanimidade, servidores decidiram
 manter greve
(Foto: Cacau)
Em assembleia realizada na manhã de hoje, 22, os profissionais da saúde decidiram manter, por unanimidade, a greve iniciada no último dia 15. O encontro ocorreu na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (Sindiserpum) e reuniu um grande número de participantes.

"Queremos uma proposta concreta, e não ações que provoquem a radicalização da greve, como tem ocorrido. Os servidores estão indignados. Para se ter uma ideia, durante o final de semana, um carro tipo Fiesta Sedan, de placas NNT 2774, circulou pelos equipamentos de saúde, recolhendo as faixas que fixamos nos locais”, destaca Marleide Cunha, presidente do Sindiserpum.

O cronograma de atividades do movimento paredista prevê, para amanhã, a realização de uma carreata pelas ruas da cidade. “A luta continua, e não será com ameaças, constrangimentos, que a Prefeitura vai conseguir nos intimidar”, afirma Marleide Cunha.

Na próxima quinta-feira, 25, o Sindiserpum promove uma assembleia, com o intuito de discutir a continuidade ou não da greve. “Chegaremos a um acordo, caso sejam apresentadas propostas concretas”, frisa a presidente do Sindicato.

Entre os pontos reivindicados pelos servidores saúde, estão a revisão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), a mudança no cálculo do pagamento do adicional de insalubridade e melhores condições de trabalho nas unidades de saúde.


Por Maricélio Almeida


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MAIS CASOS DE FEBRE CHIKUNGUNYA NO BRASIL

Bahia confirma dois casos de chikungunya e intensifica combate a mosquitos

Após confirmar cinco casos de no município de Feira de Santana, a Secretaria de Saúde da Bahia está intensificando as ações de controle na tentativa de combater os vetores da doença – os mesmos mosquitos que transmitem o vírus da dengue.

As ações preventivas incluem a busca ativa de casos suspeitos e a intensificação do trabalho de campo por meio de nebulização do inseticida UBV, processo conhecido como fumacê. Também está sendo feita a eliminação de criadouros do mosquito. Ainda segundo o governo baiano, as secretarias municipais de Saúde já foram orientadas a ficar em alerta para a ocorrência de casos da doença.

Divulgação
Chikungunya é transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo da dengue

Em nota divulgada na última terça-feira (16), o Ministério da Saúde confirmou os dois primeiros casos de transmissão do chikungunya no território brasileiro. Um homem de 53 anos e a filha, de 31 anos, que moram em Oiapoque, no Amapá, perceberam os sintomas da doença nos dias 27 e 28 de agosto e passam bem.

A pasta confirmou ainda 37 casos da doença identificados no país, mas todos contraídos no exterior e desenvolveram os sintomas no Brasil.

Assim como a dengue, a febre chikungunya é transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictos, mas só tem um sorotipo, ou seja, cada pessoa só pega a doença uma vez. Os sintomas são os mesmos da dengue: dor de cabeça, febre, dores musculares e nas articulações e podem durar de três a dez dias.


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UBS DE MOSSORÓ/RN

Precariedade na estrutura de UBS sobrecarrega atendimento em UPA´s

Unidades de pronto atendimento têm enfrentado greves
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), deve haver pelo menos uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para cada 20 mil habitantes nos municípios. Mossoró possui hoje, em média, 284 mil habitantes e 45 UBS, o que resulta na proporção de uma unidade para cada 6.311 habitantes. Entretanto, mesmo dentro do que indica a OMS, a atenção básica no município tem sido motivo de reclamações entre usuários.
  
"É preciso sair de casa de madrugada para pegar ficha porque só tem um médico atendendo. Semana passada eu fui na segunda-feira e agendaram minha consulta para a sexta-feira", disse a aposentada Maria Elisabete da Conceição, atendida no conjunto Vingt Rosado.
  
Na zona rural, é comum que as UBS funcionem apenas uma vez por semana. Outra reclamação de usuários é em relação à falta de manutenção na estrutura física das unidades, como no caso do Ponto de Apoio ao PSF do Assentamento São Romão, em que o forro do teto desabou, no mês de junho deste ano, devido ao acúmulo de material orgânico depositado por pássaros e morcegos.
  
"Se ficarmos doentes, temos que esperar o médico vir ao posto, na quarta-feira, ou procurar um táxi para ir a Mossoró, se for um caso mais grave", diz a agricultora Francisca Lucineide.
  
Com o chamado "efeito dominó", os problemas encontrados por usuários nas UBS acabam refletindo nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que recebem pacientes com problemas simples, como diarreia e viroses, o que acaba sobrecarregando as UPAs.
  
"A maioria dos casos atendidos na UPA poderia ser solucionado nos postos de saúde, mas como o atendimento aqui é mais fácil que em algumas UBS que enfrentam problemas, as pessoas acabam vindo para cá e nós não recusamos atendimento a ninguém", disse a diretora da UPA do Alto de São Manoel, Lindenete Saturno.
  
Além da morosidade no atendimento, nas três UPAs da cidade, os pacientes estão insatisfeitos com a falta de atendimento devido à greve dos servidores da saúde.
  
"Tomo medicação controlada chamada Keftron e preciso que ela seja aplicada por enfermeiros, mas eles se recusaram a aplicar em mim porque estão em greve. Já falei com a assistente social, mas vou ter que voltar para casa sem receber a minha dose noturna", disse o agricultor Aloísio Dantas Júnior.
  
Em greve desde o dia 15 de setembro, os trabalhadores da saúde reivindicam aprovação de novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da categoria. Contudo, até agora as negociações entre o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (Sindiserpum) e a Prefeitura de Mossoró não tem avançado e os servidores seguem em greve.
  
Embora as escalas de médicos estejam regularizadas, os pacientes têm tido dificuldades no atendimento devido à triagem feita por enfermeiros que aderiram ao movimento paredista. "Os médicos não estão em greve. O problema é na triagem, que, devido à greve, os enfermeiros só têm deixado entrar para atendimento os pacientes em estado de urgência e emergência, que é o mínimo que assegura a lei", explica a diretora.
  
Os problemas nas UPAs acabam gerando consequências negativas sobre os hospitais, no caso o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), com o encaminhamento para as Unidades casos que poderiam ser resolvidos nas UPAs.

Falta de estrutura compromete atendimento no HRTM

Diariamente o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) é palco de desrespeito a usuários da rede pública de saúde, expostos à falta de leitos e médicos, e que se acostumaram a ocupar os corredores do hospital em longas filas de espera.
           
Segundo denúncias de usuários, o setor que mais sofre com a crise é a traumatologia. Funcionários do HRTM comentam que apenas seis médicos ortopedista trabalham nos plantões, em uma escala que prevê sete plantões de 6h, durante o ciclo de 21 dias. O colapso se agrava, pois o hospital atende em média a 700 acidentes todos os meses.
                           
A falta de leitos nas Unidades de Terapia Intensivas (UTI) é outro dos pontos críticos na estrutura do HRTM. Segundo pacientes, diariamente é comum que pelos menos três ou quatro pacientes fiquem em uma lista de espera aguardando para conseguir uma vaga na unidade. Foi iniciada no Hospital uma obra que abarcaria a construção de um novo setor de UTIs com 10 leitos adultos e sete leitos infantis, mas a reforma está parada há mais de um ano, e sem prazo para conclusão.
  
Outro ponto que tem causado dificuldades à população usuária do serviço de saúde pública é o inchaço do pronto-socorro do HRTM. Pacientes denunciam que a superlotação é constante no setor, e o desconforto é notório. Aliado a isso, a falta de leitos nas clínicas cirúrgicas dos hospitais amplia o clima de colapso na instituição regional. Funcionários explicam que o hospital deveria ganhar mais 30 leitos.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) admitiu, através de nota, que realmente existe um déficit de ortopedistas estatutários para manter em funcionamento o serviço de urgência no hospital, e que a situação se agravou com recentes pedidos de demissão, aposentadoria, readaptação de função, licença médica e férias.
  
Quanto a necessidade de abertura de novos leitos de UTI, a Sesap explicou que esta tem sido uma prioridade da gestão, afirmando que já foram abertos 65 novos leitos de UTI, entre adultos, pediátricos e neonatal, onde 34 destes são mantidos, exclusivamente, com recursos do Orçamento Geral do Estado (OGE), sem a devida contrapartida de recursos do Governo Federal que deveria investir o percentual mínimo de 10% das receitas vinculadas à Saúde e, hoje, não chega a investir 4,5%.


    Por Redação do


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domingo, 21 de setembro de 2014

VATICANO: SEGURANÇA REFORÇADA

Segurança reforçada no Vaticano por temor de ataque ao Papa Francisco

Serviço de inteligência alertou sobre a interceptação de uma conversa telefônica entre duas pessoas que falavam árabe


A segurança foi reforçada na praça de São Pedro, após a interceptação por serviços de inteligência estrangeiros de uma mensagem sobre um possível ataque contra o Vaticano, informa o jornal italiano Il Messaggero.

Um serviço de inteligência estrangeiro alertou durante a semana a Itália sobre a interceptação de uma conversa telefônica entre duas pessoas que falavam árabe e mencionavam uma “ação espetacular na quarta-feira no Vaticano”, afirma o jornal.

A quarta-feira é o dia em que o papa celebra a audiência geral na praça de São Pedro, diante da basílica.

Uma unidade antiterrorista italiana estabeleceu que um dos interlocutores da ligação passou pela Itália há oito meses, segundo o mesmo jornal.

O papa Francisco viajará durante a semana à Albânia. O Vaticano negou que, como especulou a imprensa, o pontífice esteja ameaçado por um ataque islamita. Mas a segurança foi reforçada no Vaticano para as audiências de quarta-feira e domingo, destacou o jornal Il Messaggero.

Em entrevista durante a semana ao jornal La Nazione, o embaixador do Iraque na Santa Sé, Habib Al Sadr, declarou que “o que o autoproclamado Estado Islâmico tem afirmado é claro: querem matar o papa, as ameaças contra o papa são reais”.

Fonte: Yahoo


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