terça-feira, 8 de setembro de 2015

NOVA DROGA NOS EUA

Nova droga nos EUA tem aspecto de maconha e cheiro de frutas

A fabricação de spice com produtos químicos de origem desconhecida torna a droga um coquetel molotov
Foto: Divulgação
Com cheiro de morango ou melancia e aspecto similar à maconha, o “spice” se tornou uma das novas drogas sintéticas mais consumidas pelos americanos que subestimam a periculosidade da substância, anunciada como “incenso” ou “pot-pourri” em pacotes coloridos.

Com um preço de US$ 25 por 3,5g, o consumo de spice se multiplicou nos últimos anos e, com ele, o número de pessoas que sofrem vômitos, espasmos, alucinações ou episódios psicóticos, conforme informou à Agência Efe um dos porta-vozes da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA, sigla em inglês), Eduardo A. Chávez.

“Conversei com viciados em heroína que dizem que preferem consumir heroína ou metanfetamina antes de se aventurar para ver o que o spice pode fazer com o corpo. Se um viciado em heroína não quer usar drogas sintéticas porque tem medo de como será a reação, isso já deve dizer tudo sobre a periculosidade dessa droga”, destacou o representante da agência.

Chávez, que durante três anos investigou o tráfico de spice na unidade da DEA no estado americano de Novo México, alertou sobre as perigosas mutações químicas que a droga sofreu desde que apareceu nos EUA há cinco ou seis anos, quando seus componentes eram similares ao THC (tetrahidrocannabinol, principal componente ativo da maconha).

Com os rótulos de “incenso” ou “pot-pourri”, a droga era vendida em postos de gasolina e lojas de cachimbos, trituradores, vaporizadores e todos os tipos de utensílios para fumar maconha.

Quando a droga foi considerada ilegal e o DEA começou a perseguí-la, o spice passou a ser vendido nos mesmos becos da heroína e da metanfetamina, além de se esconder das prateleiras nas lojas que antes o vendiam devido à ausência da legislação. Agora é necessário usar uma “palavra mágica” para comprar a droga em lojas.

“Não basta chegar a uma loja e dizer que quer um grama de spice. Existe um código”, explicou Chávez, que explicou que o consumo da droga começa em jovens de 14 a 16 anos, mas se estende até idosos e não distingue entre zonas rurais ou grandes centros urbanos, como Los Angeles ou Nova York.

Apesar de não existir um perfil específico de consumidor, o mercado de spice – conhecido nas ruas como “K2″, “fogo de Iucatã”, “Genie” e “Mumbai Blue” – visa os jovens, para os quais é apresentado de forma atrativa e inofensiva com diferentes sabores e pacotes coloridos, similares aos dos doces.

Entre as diferentes marcas, os destaques no mercado são “Scooby Snacks”, com a foto do desenho Scooby-Doo, e “Bizarro”, que tem nome inspirado nos inimigos de Super-Homem nas histórias em quadrinhos e conta com embalagens de cor púrpura marcadas com a letra “S”.

“O problema é que, por ser uma droga sintética, uma pessoa não tem como saber de que forma ela vai afetar o corpo. Uma pessoa pode consumí-la, ficar um tempo drogada e, de repente, sofrer efeitos nefastos depois de alguns minutos”, analisou o agente da DEA.

Durante os oito primeiros meses de 2015, os centros de controle de intoxicação e envenenamento dos EUA receberam mais de 5,7 mil ligações de emergência para pedir informação sobre como agir diante de uma overdose de spice, número superior ao de 2014, quando 3.682 pessoas recorreram a esses centros, segundo dados oficiais.

A droga já prejudicou famílias como a de Connor Eckhardt, um jovem de 19 anos que morreu após consumir um charuto de spice, o que resultou uma campanha em nível nacional para alertar sobre os riscos das drogas sintéticas e pedir políticas mais duras às autoridades.

Segundo Chávez, os fabricantes compram as substâncias químicas pela internet e as importam de laboratórios da China, que camuflam a droga como “vitaminas” ou “tinta para impressora” para driblar os controles alfandegários dos portos de Los Angeles, San Francisco e aeroportos, como o John F. Kennedy de Nova York.

Com esses compostos químicos, acetona, sabores sintéticos e folhas secas de damiana, os fabricantes conseguem produzir grandes quantidades de spice sintética em laboratórios clandestinos, muitos escondidos no Centro-Oeste dos EUA.

“Lembro que, sempre que entrava em uma casa ou um lugar onde estavam fabricando drogas sintéticas, o cheiro era como uma explosão de doces. Parecia como se uma fábrica de morangos tivesse explodido, o cheiro que colocam na droga é poderoso”, ressaltou Chávez.

A fabricação de spice com produtos químicos de origem desconhecida torna a droga um coquetel molotov, com cheiro de frutas e gerador de paranoias, pensamentos suicidas e um empecilho para a saúde, cujo efeito a longo prazo ainda não foi descoberto.

Fonte: Terra

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ENTREVISTA COM O EMPRESÁRIO FLÁVIO ROCHA

Empresário Flávio Rocha dispara: “Com impeachment, a agonia seria curta”

Segundo ele, outra opção é de uma 'agonia longa', com a presidente mais três anos e meio no poder




Sem projeto e sem propósito. É assim que o presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, define a economia brasileira hoje. O empresário, dono da terceira maior rede de moda do País, atrás da C&A e da Renner, atribui a crise que se instalou no País à política do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff.

E fala, abertamente, que a atual gestão da presidente cria dois cenários para a economia: “Um é o de uma agonia curta, com impeachment. O outro, de agonia longa, cumprindo três anos e meio de mandato.” Em sua opinião, é urgente uma “cirurgia profunda” no Estado brasileiro, que vai muito além do ajuste fiscal, algo que o governo atual não tem condições ou vontade de fazer. A seguir, os principais trechos da entrevista de Rocha ao Estado.

Como o sr. vê a economia?

Vamos começar com uma boa notícia. Encerrou­se um ciclo. Um ciclo de ideias ruins, insustentável. A gente já vê os indícios fortes da mudança. A mudança vem da cabeça do eleitor, de um novo personagem que vai mudar a história do País: o leitor­consumidorcidadão.

Ele sucedeu o eleitor súdito, que era o fiel da balança e representava uma grande base de 60% de pobreza. Ficava com o pires na mão para o Estado. Houve uma transformação demográfica e econômica. Hoje, o fiel da balança não é mais a base da pobreza. É o novo consumidor, com condição de resolver as paradas eleitorais que vêm pela frente. Ele enxerga o Estado de uma outra forma. Não cai mais no mito do Estado que resolve todos os problemas. Ele vê o Estado como vê a sua operadora de telefonia celular, de TV a cabo. Paga e exige reciprocidade. Esse novo perfil vai ser o estopim da mudança.

Para o sr., as manifestações contra o governo são promovidas pela nova classe média?

Sim. O povo não está pedindo mais Estado. Está pedindo menos Estado. Está pedindo eficiência do gasto público, menos clientelismo, menos paternalismo. Em 2013, não. Ali acho que tinha uma confusão, tinha no meio os black blocs (grupo que ataca símbolos do capitalismo), uma coisa de movimentos sociais. Mas agora as manifestações dizem isso.

Para muitos, as manifestações são promovidas pelo pessoal da “varanda gourmet”.

As pesquisas desmentem isso. O conflito que está instalado não é pobre contra rico. Não é patrão contra empregado. Não é Nordeste contra Sudeste. Não é trabalhador rural contra MST. Um país é como uma carruagem. As forças de tração dessa carruagem são o trabalhador e o empresário. E existe o Estado. Quando eu era deputado, na Constituinte (Assembleia Nacional Constituinte, entre 1987 e 1988), defendia a tese do imposto único. Subia na tribuna para me rebelar contra a carga tributária escorchante de 22% do PIB. Pois ela foi de 22% para 37%, mais 7% de déficit. Quer dizer: temos um Estado escandinavo no tamanho e centro­africano na eficiência. Ter esse nível de carga tributária com essa ineficiência é condenar o Brasil a ficar fora do jogo competitivo. Nós competimos com países onde as carruagens sustentam 15%, 17%, 20% do PIB de carga tributária. São carruagens que andam.

O sr. disse que está se encerrando um ciclo ruim. Pode explicar melhor?

Um período de inchaço desmesurado da máquina do Estado e de ideias que levavam à crença de que existia outra saída para a prosperidade que não o trabalho. Que você podia ter uma casa, que é o bem mais desejado de uma família, sem trabalhar. Encerra­se um ciclo estatizante, socializante. O mundo todo já decidiu a questão ideológica sobre se os bens de produção devem estar nas mãos do Estado ou da iniciativa privada. Eu já tinha preguiça desse tema quando fazia faculdade. Hoje, mais ainda. Mas isso está em pauta.

O sr. acredita que o Estado pode ficar menor na gestão do atual governo?

Acho que não. Ajuste fiscal é uma palavra muito suave para a gravidade do problema. A gente não precisa de ajuste fiscal. Precisamos de uma cirurgia de grande porte no Estado, que faça o Estado mudar de propósito. O Estado hoje existe em função de si mesmo. Ganhou vida própria. Há muito tempo, o Estado não existe em função da sociedade. Tornou­se intocável, blindado em si mesmo. Olhe o corporativismo dos professores. Outro dia, um secretário de Educação, de algum Estado, disse que teve uma reunião de três horas com o sindicato dos professores e não se falou uma vez a palavra aluno. Quer dizer: o aluno é um detalhe, está lá para atrapalhar. O que interessa é o corporativismo da máquina. Então, isso tem de ser respaldado pelas urnas. Infelizmente, o projeto que foi aprovado – se é que existia algum projeto – prega o contrário disso, desautoriza qualquer um que queira fazer uma cirurgia mais profunda. Mas, pela primeira vez, existe a perspectiva de um projeto liberalizante.

Como o sr. vê a discussão sobre o impeachment da Dilma, que foi pedido em algumas manifestações?

Nós temos aí duas alternativas. Eu não acho que vai ser este o governo que fará o que tem de ser feito. O orçamento já é assumidamente deficitário e toda tentativa de cortes que é feita, a presidente bloqueia. Então, acho que existem dois cenários: um é o de uma agonia curta, com impeachment. O outro de agonia longa, cumprindo três anos e meio de mandato. Mas será uma agonia que não vai mudar nada. Há uma paralisia e qualquer um dos cenários – de aumento de impostos ou de diminuição do Estado – envolve retaguarda política, que não existe.

Mas o sr. é contra ou a favor do impeachment da Dilma?

Se as contas forem rejeitadas e não houver o impeachment, é melhor rasgar a Lei de Responsabilidade Fiscal. É a pior sinalização que pode haver. Aí é o caos. A sinalização que isso traz para todos os governadores e prefeitos é devastadora. É chutar o pau da barraca.

Neste momento, uma agonia curta seria um trauma menor. O que seria a essa agonia?

É o momento que nós estamos vivendo agora, a máquina parando, o desemprego aumentando, sem crescimento, sem investimento.

O sr. é empresário, o que está acontecendo que nós não estamos tendo investimento?

Falta de propósito.

Foi isso que causou a paralisia?

Primeiro, foi a falta de propósito. Propósito é fundamental. Você tem de olhar para a cara do seu governante, até do presidente da sua empresa, e enxergar adiante: “A Riachuelo daqui a dez anos vai ser isso, nessa Riachuelo daqui a dez anos tem lugar para mim, eu vou estar melhor, eu me identifico com o propósito da Riachuelo, que quer alargar as portas da moda, a moda que melhora a vida das pessoas”. Tem de ter essa identidade de propósito.

Então, estamos à deriva?

Você olha para a Dilma e vê qual é o propósito? Se tem, não consegue transmitir, e se transmite é um propósito que hoje é extremamente minoritário. A capacidade, a energia do Brasil está adormecida, mas voltará quando surgir um novo projeto – e vai surgir porque nenhum espaço fica vazio por muito tempo na política.

E onde a presidente errou?

Eu vi uma frase interessante no começo do governo Lula. Foi nas primeiras semanas: “Este governo vai dar certo porque está fazendo 
tudo que Fernando Henrique (ex-­presidente Fernando
 Henrique Cardoso) fez, e sem o PT para atrapalhar”.
 E foi o que aconteceu.
 Mas a 
Dilma reverteu tudo o que tinha sido feito.

Como assim?

Começou a acreditar em artificialismo. Ouvi uma colocação, acho que do Armínio Fraga (ex­presidente do Banco Central no governo de FHC). Ele disse: “Esse é um governo que não acredita em preços”. Quando você vê o preço do tomate aumentar é um alerta importante que denuncia uma escassez localizada. E o que se faz nessa hora? Nada. Deixa a ganância empresarial atuar. O produtor vai descobrir que tomate está dando lucro, mais gente vai produzir tomate, aumentar a oferta e o preço volta para onde estava. Dilma ignorou essas delicadas engrenagens da economia, jogou areia nas delicadas engrenagens, com intervenções de todo tipo, artificialismos.

O que o sr. acha das manifestações de empresários em favor do governo Dilma?

Quando você fala do setor empresarial, existe muita confusão. Tem dois mundos completamente distintos. Tem o empresário de mercado e tem o empresário de conluio. Existe aqui o “cronismo”: termo que o Gustavo Franco (ex­presidente do Banco Central no governo de FHC) lançou em um artigo dele sobre o capitalismo crony (em tradução livre, capitalismo de apadrinhados, pois a palavra em inglês, derivada do grego, é uma gíria para amigo, afilhado). O PT, quando pensa em capitalismo, é: “Fulaninho, o que você quer?” O termo campeões nacionais, até outro dia, fazia parte do discurso nacional. Um absurdo. Vou eleger este aqui o rei da proteína animal, este aqui o rei da construção civil e este aqui o rei do óleo e gás. Isso é de uma arrogância, de uma onipotência… O mercado não conta. O governo torna irrelevante a opinião do mercado, força de cima para baixo com instrumentos de financiamentos, de juros subsidiados, que é mais uma perversa forma de intervencionismo. É assim: eu escolho você, dou dinheiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e tal. Isso é a antítese do capitalismo. Muitas vezes, você olha e diz: ah, são os empresários. Mas vai ver e o que tem é o clubinho do capitalismo de conluio.

E como é o outro grupo de empresários?

O outro, do qual eu muito me orgulho de fazer parte, é aquele que vive do mercado, do consumidor. Se eu vou crescer mais do que Marisa, Pernambucanas ou Renner, só devo a um juiz: a dona Maria, que entra na loja e paga sua prestação de R$ 15. Somos escolhidos pelo mercado.

O sr. fala da necessidade de mudança, mas o Congresso não tem mostrado disposição em ajudar.

Por falta de propósito (do governo atual). Por que a oposição vai se sacrificar, votar medidas antipáticas, quando o partido do governo quer fazer papel de mocinho? Tenho certeza de que esses mesmos deputados, com um novo propósito, uma nova sinalização, um novo chamamento, teriam um comportamento completamente diferente. O propósito tem o dom de fazer milagre.

O sr. não mencionou a Lava Jato. Não está no seu radar?

A Lava Jato é a grande contribuição que sai desse episódio todo. A luta contra a corrupção não é feita apenas com leis, afastando pessoas sem éticas e colocando no lugar pessoas de boa índole. O que faz a corrupção são as regras do jogo. O estatismo é um convite à corrupção. O Estado grande é o habitat natural da corrupção.

Fonte: Estadão

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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

VACINAÇÃO CONTRA A POLIOMIELITE É PRORROGADA

Vacinação contra a poliomielite é prorrogada até o próximo dia 10

Até a última segunda-feira, 31, 
foram imunizadas 14.156 crianças
A campanha de vacinação contra a poliomielite foi prorrogada pelo Ministério da Saúde (MS) até o dia 10 deste mês nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Mossoró.

 A medida foi tomada para que o município consiga atingir a meta de imunizar 95% das crianças aptas a receberem a imunização contra a paralisia infantil. Até o final do novo prazo, todas as 45 UBSs das zonas urbana e rural devem ofertar a vacina.

Até a última segunda-feira, 31, data final da campanha contra a poliomielite, o município havia aplicado 14.156 das 17.813 doses previstas, o que equivale a 79,48% do público-alvo. A vacina é destinada a crianças de seis meses a quatro anos, 11 meses e 29 dias de idade e, segundo informa a assessoria da pasta, não possui contraindicações.

Este ano, a campanha incluía também a atualização do cartão de vacinação das crianças através da oferta de 10 vacinas diferentes. Entretanto, com a prorrogação do prazo, apenas a imunização contra a poliomielite deve continuar sendo ofertada nas UBSs até o dia 10. Nestes oito dias a mais de vacinação, a Secretaria Municipal de Saúde informa que também não será realizado nenhum dia "D" nas unidades de saúde do município.

"Nós pedimos a colaboração de todos os adultos para levarem as crianças à UBS mais próxima de sua casa até o fim da campanha de vacinação. O fato de o Brasil estar livre da pólio desde 1990 não deve servir de acomodação para a sociedade não se mobilizar em favor da vacinação. Precisamos manter o país livre da paralisia e isso só se dá através da vacinação", afirma a secretária municipal de Saúde, Leodise Cruz.


Por Redação do
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A SECA FAZ MAIS UMA VÍTIMA

Acari e Currais Novos têm abastecimento interrompido

As cidades de Acari e Currais Novos, no Seridó, tiveram a paralisação do seu abastecimento na noite desta terça-feira (1º). O Açude Gargalheiras chegou a um volume que impossibilita a captação de água para o abastecimento destas cidades através do sistema da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern).

O Governo do Estado, através da Caern, em conjunto com as prefeituras destas cidades e a UFRN, representada pelo professor João Abner, já vinha desenvolvendo novas alternativas de abastecimento. Em Currais Novos, uma adutora levará água da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, captação em São Vicente, para a Estação de Tratamento de Água (ETA) localizada no Gargalheiras, de onde será bombeada para o reservatório e se retomará o abastecimento para Currais Novos. Além disso, carros pipas trarão água de Florânia para o reservatório. Estas medidas serão colocadas em prática ainda esta semana.

Em Acari, a Caern conseguiu identificar três poços que poderão fazer o abastecimento da cidade, outros dois serão perfurados. Em virtude da salinidade encontrada na água será preciso instalar dessalinizadores. A empresa trabalha na aquisição destes equipamentos. Mas, em virtude da situação emergencial, bombeará a água nos próximos dias para que a população utilize para fins domésticos, mas que não bebam a mesma.

Com a inserção neste momento das duas cidades na relação do colapso, sobe para 11 a quantidade de municípios nesta situação. Outras 35 cidades hoje estão em rodízio, ou seja, recebendo água de forma alternada, com o objetivo de racionar a água disponível.


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MAIS AUMENTO VINDO POR AÍ

No Rio Grande do Norte o gás de cozinha terá reajuste de 23%

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Imagem/blog NASERRA
O preço do botijão de gás está cerca de 23% mais caro no Rio Grande do Norte a partir desta quarta-feira (2). Além do reajuste de 15% anunciado na segunda-feira (31) pela Petrobras, o consumidor também sentirá no bolso o aumento dado pelas revendedoras de gás aos funcionários no acordo do dissídio coletivo.

Segundo Francisco Correia, presidente do Sindicato das Revendedoras Autorizados de Gás LP no Rio Grande do Norte (Singás-RN), foi preciso repassar o aumento integral para o consumidor. Por causa disso, o valor do botijão de gás, que atualmente está em cerca de R$ 50, passará a custar entre R$ 57 a R$ 62 no estado, dependendo da região.

e acordo com nota do Sindicato das Distribuidoras de Gás (Sindigás), o reajuste foi informado na segunda-feira (31) pela Petrobras. “Como os preços são livres em todos os elos da cadeia e o mercado tem autonomia para fixá-los, a alta do preço do produto nas refinarias aumenta a pressão de custos sobre o Gás LP para o consumidor final”, diz a nota do sindicato.

O Rio Grande do Norte conta, atualmente, com cinco distribuidoras de gás: Gás Butano, Liquigás, Supergasbras, Copagás e Ultragás, que distribuem o produto para mais de 40 revendedores que estão regularizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O último reajuste do preço do gás de cozinha no estado foi em setembro do ano passado, quando os botijões ficaram custando cerca de 12% a mais, também acumulando o aumento no preço repassado pelas distribuidoras e os salários dos funcionários das revendedoras.


Da tribunadonorte.com

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